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Esgrima em CR

A história da esgrima em cadeira de rodas começa na Alemanha com o médico alemão Ludwig Guttmann por volta de 1953. Em Roma, em 1960, a esgrima em cadeira de rodas participa de seus primeiros jogos paralímpicos.

A Esgrima é separada em três modalidades, que tem os nomes das armas utilizadas.

As regras derivam da origem histórica de cada arma:

Jovane Guissone, esgrimista cadeirante, comemora sua vitória.
Jovane Guissone esgrimista cadeirante.
Luta com Florete em cadeira de rodas

FLORETE

A técnica do florete serve de base para a esgrima moderna em geral. Essa arma foi desenvolvida no século XVIII, como arma de treinamento, sem corte ou ponta, para a prática do espadim, arma utilizada nos duelos da época.

O objetivo é fazer pontos exclusivamente através de golpes de ponta sobre a superfície válida do adversário que é apenas o tronco.

Possui 90 cm, sendo a arma intermediária em peso e tamanho e a categoria preferida no Brasil.

ESPADA

Na espada, o objetivo é golpear exclusivamente com a porta da arma, porém, diferentemente do Florete, os espadistas podem tocar qualquer área da cintura para cima do corpo do adversário e os oponentes podem marcar toques simultâneos.

A espada era a arma utilizada nos duelos do século 19 e início do século 20, sendo que a esgrima de espada teve origem por volta do final do século 19, como uma simulação dos duelos.

Possui 110 cm, é a maior e a mais pesada das 3 armas.

Espada
Luta com Sabre em cadeira de rodas

SABRE

O sabre de esgrima, embora comumente confundido com o sabre  Militar, tem origem no sabre de duelo, muito popular na Itália no final do século 19.

Esta arma é uma arma muito mais leve e rápida,  sendo possível o sabrista tocar seu adversário com a ponta ou com a lateral da lâmina. A superfície válida para o toque compreende a cabeça, tronco e membros superiores, com exceção das mãos.

Possui 88 cm, é mais curta e flexível.

GRUPOS ELEGÍVEIS:

- Potência muscular prejudicada
- Atetose
- Amplitude de movimento passiva
- Prejudicada
- Hipertonia
- Deficiência de membro
- Ataxia e
- Diferença de comprimento de perna.

Demonstra o tamanho de cada arma e os locais onde se pode tocar no adversário, para pontuar na disputa.

Classificação

A classificação agrupa, em categorias, atletas com limitações de atividade similar, para que dessa forma possam competir em condições de igualdade. Os atletas são avaliados a partir de testes de extensão da musculatura dorsal, da avaliação do equilíbrio lateral com membros superiores abduzidos, com e sem a arma, da extensão da musculatura dorsal com as mãos atrás do pescoço, entre outros. No caso de lesões cerebrais ou mesmo em caso de dúvida, é necessário completar a avaliação observando o atleta no momento do confronto.

Categoria A

Atletas com bom equilíbrio sentado, sem suporte de pernas e braço armado normal, como paraplégicos da T10 à L2. Atletas tanto com pequenos resquícios de amputação abaixo do joelho ou lesões incompletas abaixo da D10 ou deficiências comparáveis podem ser incluídos nesta classe, desde que as pernas ajudem na manutenção do equilíbrio sentado. Atletas com um bom equilíbrio sentado e com suporte das extremidades superiores e braço armado normal, como lesões abaixo da C4 ou deficiências comparáveis.

Limitações mínimas – Deficiência dos membros inferiores comparável a amputações abaixo do joelho.

Categoria B

Atletas com total equilíbrio sentado e braço armado normal, com paraplegia do Cpo T1/T9 ou tetraplegia incompleta com sequelas mínimas no braço armado e bom equilíbrio sentado.

Limitações mínimas – Deficiência dos membros inferiores comparável a amputações abaixo do joelho.

Categoria C

Atletas sem equilíbrio sentado, que têm limitações no braço armado, não possuem extensão eficiente do cotovelo em relação à gravidade e não possuem função residual da mão, há extensão funcional do cotovelo mas não há flexão dos dedos fazendo com que seja necessário fixar a arma com uma atadura ou bandagem.